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  • Cássio Mori

A importância do líder na cultura organizacional de uma escola

Por muito tempo, pouco se falou sobre liderança dentro das instituições de ensino. Desse modo, a figura do diretor exercia mais um caráter pedagógico do que a função de um líder propriamente dito.


No final dos anos 90 e começo deste século, começaram a aparecer os primeiros artigos sobre a liderança na cultura organizacional de uma escola. Mas, afinal, qual o verdadeiro papel de um líder? Como deve ser o líder dentro de uma escola?


Essas questões, atualmente, vêm ganhando mais espaço nos debates. Por muito tempo, a liderança era vista como um traço nativo de personalidade. Nesse sentido, um líder somente seria líder se nascesse com tais características.


Com o avanço dos estudos na área, foi constatado que existem características entre os líderes que dependem da aprendizagem social do indivíduo, podendo ser aprendidas e aperfeiçoadas. Nesse sentido, dentro de uma escola, começou a ser aplicado o conceito de liderança; ou melhor, o conceito de que deveriam existir diversos líderes com funções distintas. Assim, o diretor geral deve ser um líder que comanda outros líderes, os coordenadores. Estes devem trabalhar com outros líderes, os professores, que, por sua vez, devem desenvolver o conceito de liderança entre seus alunos.


A formação de liderança dentro da escola


Quando falamos em liderança, não estamos falando em liderança autoritária ou em autoritarismo, mas, sim, em liderança compartilhada. O papel do gestor ou diretor geral é construir equipes participativas, criando um ambiente de confiança mútua dentro da escola.


Para isso, ele precisa estar aberto a diálogos, aceitar críticas e ser acessível a sugestões de melhorias no processo educacional e na dinâmica estrutural da escola. Sua principal meta é conseguir promover o desenvolvimento da aprendizagem organizacional de maneira mais ampla e contundente.


Ao descentralizar sua autoridade, delegando funções para todos os demais profissionais envolvidos com a educação dos alunos, o gestor constrói um modelo de liderança compartilhada.


Esse modelo é responsável por gerar mais eficiência para a escola. Isso porque, ao atribuir e desenvolver novas lideranças, os profissionais de cada área passam a ter uma maior autonomia no processo de ensino. Dessa forma, a escola aproveita melhor os talentos, explorando as potencialidades de cada um nas áreas em que são especialistas. Naturalmente, são atingidos resultados melhores e é criada uma cultura de criatividade e de inovação.



A liderança dos colaboradores atrai novos alunos

Quando falamos em liderança participativa, logo imaginamos uma escola em que todos os membros são ouvidos. Dessa forma, opiniões de professores, coordenadores, diretores, secretárias, inspetores, enfim, de todos, são levadas em consideração.


Dessa maneira, por meio de reuniões e de treinamentos mensais, todos os envolvidos passarão a sentir-se importantes dentro da organização. A escola passa a ser vista como um ambiente de progresso e de construção de futuros e não apenas como uma empresa com objetivos financeiros.


A escola carrega em sua missão uma das principais conquistas em relação à cidadania humana: o direito à educação, que foi uma das grandes conquistas do século XIX. E, com o passar do tempo, esse direito foi sendo conquistado por um maior número de pessoas, ao passo que a própria instituição escolar foi se aprimorando.


Na era da informação e da colaboração, os diversos profissionais de uma escola querem e devem contribuir com suas ideias e experiências de vida. Assim, a valorização do profissional da educação por meio de uma liderança participativa é essencial para que as escolas atinjam os melhores resultados.


Uma escola deve ser viva e em constante evolução. Novas ideias, novas formas de ensinar, de se relacionar com os alunos e pais surgem quando os profissionais sentem que são parte integrante do sucesso e que são também responsáveis pelas falhas da escola. O resultado? Mais envolvimento, mais comunicação e maiores as chances de a escola manter os atuais alunos e captar novos!


Líderes trabalham mais motivados


Outro aspecto importante que auxilia no processo de a escola formar líderes é a motivação dos profissionais. A motivação, quando bem feita e direcionada, traz um reconhecimento fundamental para todo profissional. E todos sabemos como o ser humano traz, em seu íntimo, a necessidade de sentir-se importante.


Quando somos elogiados, ou nos sentimos úteis, a nossa motivação cresce. Professores e coordenadores que podem expressar suas vivências e opiniões e que têm certa liberdade na tomada de decisões sentem-se mais importantes.


Desse modo, estarão mais motivados para o trabalho. Verão sentido no que estão realizando, não serão simples repassadores mecânicos do conhecimento. Serão educadores, que, ao seu modo, estarão formando cidadãos para o futuro.



Qual professor sente-se bem, quando obrigado a usar dinâmicas de ensino prontas, rígidas, e sem liberdade de criação ou de utilização de suas estratégias pessoais? O professor somente conseguirá colocar o coração no que faz, quando tiver espaço para fazer, quando tiver liberdade de contribuir com suas experiências, quando tiver oportunidade de liderar.


Isso não significa “fazer o que quer”! Significa poder participar das decisões que afetam diretamente seu trabalho e seu propósito profissional. Significa fazer parte de um time e acreditar nele! Significa poder vestir a camisa da escola, acreditando que seu trabalho é parte de um conjunto de trabalhos que fazem o sucesso da instituição em que trabalha.


Uma escola participativa é mais feliz


Como dissemos anteriormente, o ser humano motiva-se quando se sente mais importante. Pensamos um pouco também sobre a atuação de professores e de coordenadores. Contudo, na atualidade, muito já se fala de liderança, inclusive dos pais de alunos.


Atualmente, algumas escolas, adotam uma liderança participativa dos pais ou dos responsáveis pelos alunos. Buscam, assim, entender o contexto em que o aluno nasceu e em que foi criado, para encontrar alternativas pedagógicas que melhor conversem com as características das famílias.


As pessoas levam seus hábitos, suas manias e seus costumes para a escola. Estes, por sua vez, têm um caráter regionalista. Logo, uma escola que possui mais de uma unidade precisa entender que nem sempre o método aplicado em uma determinada localidade dará certo em outra.



A escola que passa a ouvir mais os pais e cria um banco de dados com suas opiniões poderá fazer uma compilação e, consequentemente, um direcionamento do ensino e das dinâmicas pedagógicas. O resultado? Uma escola muito mais participativa e feliz.


Podemos concluir, então, que as escolas precisam trabalhar de maneira mais ampla o conceito de liderança. E entender, acima de tudo, a importância de se formar novos líderes dentro da própria organização. Dessa maneira, a instituição conseguirá atrair e manter cada vez mais alunos e ser uma escola feliz. Ser o ambiente certo para que o ensinar e o aprender atinjam níveis máximos.



Cássio Mori é palestrante, especialista em gestão e marketing educacional, com 26 anos de experiência como professor do Ensino Médio e Cursos Pré-Vestibulares. Mantenedor de escolas e diretor da agência EMME. Formado em Engenharia Mecânica pela USP. Apaixonado por educação, gestão e marketing.

www.cassiomori.com.br