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Criando a cultura de inovação no ambiente escolar

Ultimamente, muito se fala em cultura de inovação. Como a escola deverá agir para aplicar esse conceito dentro do ambiente escolar?


Nos últimos anos, acompanhamos uma verdadeira transformação digital na sociedade. Setores desapareceram, alguns segmentos se transformaram, e a vida das pessoas simplesmente mudou.


Com a chegada dos smartphones, as pessoas mudaram substancialmente seus hábitos, por exemplo, a forma de pesquisar e comprar produtos e serviços, bem como a maneira de assistir filmes ou pedir um lanche...


Não apenas os hábitos, como também o acesso a informação mudou radicalmente. Hoje, conseguimos saber o que acontece do outro lado do mundo instantaneamente. Temos acesso a bibliotecas e a conteúdos de altíssima qualidade, sem precisar sair de casa. Novidades saltam da tela do smartphone a cada momento!


Startups nascem em uma garagem durante uma conversa de dois ou três pós-adolescentes e, em alguns meses, já valem milhões ou bilhões de dólares. A cultura da inovação está presente no mundo, e os ingredientes para essa transformação estão democraticamente disponíveis a todos.


Esse cenário impulsionou o gosto e o prazer pela inovação e também a valorização de ideias que antes pareciam absurdas ou impraticáveis. A visão da vida e do mundo deixou de ser restrita ao ambiente e aos hábitos do local em que a pessoa vive. Não estamos falando apenas de tecnologia e, sim, de todas as soluções que impactam a vida das pessoas, as quais, hoje, resolvem problemas com mais agilidade, fazem mais por menos, encurtam caminhos e produzem melhores resultados.


A transformação que impactou tão profundamente a sociedade como um todo, com certeza invadirá (ou melhor, já invadiu!) o ambiente escolar - não dá mais para ficar de fora! Então, como implantar a cultura de inovação no ambiente escolar?


Muitos entendem que implantar a cultura de inovação é adquirir uma tecnologia específica, como uma lousa digital. Porém, a cultura de inovação vai muito além. Ela representa um espaço em que as pessoas podem opinar, em que são estimuladas a criar novas soluções e motivadas a enxergar os problemas sob diversas perspectivas. É o fim do “porque sempre foi assim”!


A cultura da inovação precisa se fazer presente dentro da escola. Não somente nos cargos de decisão, mas na escola como um todo. Ela precisa, enfim, ser estimulada e nutrida pelos líderes da escola.


Criando uma cultura de inovação

Um dos primeiros conceitos que devem ser trabalhados dentro da escola é o “pensar fora da caixa”, criando ambientes que propiciem a busca por alternativas, sem a necessidade de se obter respostas imediatas. Mais importante do que ter as respostas corretas e imediatas é fazer as perguntas corretas!


Com as perguntas corretas, haverá estímulo para o processo investigativo, reflexivo e criativo. Não há problema algum em deixar questões em aberto. Nem todas as perguntas chegam a uma resposta: o importante é que elas criam conexões com outras perguntas e outras respostas, de forma que esse conjunto possa resultar em inovações antes não imaginadas.


Foi justamente assim que grandes inovações foram criadas. Veja só:


· Como posso ficar menos tempo no trânsito?

· Como posso reduzir meu gasto com estacionamento?

· Posso usar um táxi e aproveitar o tempo de trânsito para outras atividades, utilizando o celular e o notebook. E ainda não pago estacionamento.

· Mas o táxi é muito caro! Não vale a pena...

· Nossa! Como o táxi demora pra chegar! Tem uma lista telefônica de táxis separados por região?

· Tem como o táxi ficar mais barato?

· Mas por que preciso pegar um táxi? O ideal seria eu pegar carona...

· Ninguém dá carona para quem não conhece, ainda mais sem ganhar nada com isso.

· E se tivesse uma comunidade no whatsapp de caronas? Assim saberiam quem é quem!


Com perguntas semelhantes a essas - algumas sem respostas corretas e outras complementares e subsequentes -, foi criada a maior empresa de transporte de pessoas do mundo, que não possui carros nem motoristas: o Ubber!


Os gestores da escola precisam, inicialmente, apresentar e discutir a ideia da cultura de inovação com seus coordenadores, professores e funcionários. Depois de amadurecida internamente essa cultura, devem levá-la para a sala de aula. Isso porque diversas habilidades podem ser desenvolvidas quando os alunos aprendem a “pensar fora da caixa”, fazendo boas perguntas.



Um ótimo exemplo de inovação dentro da escola

Para ilustrar o nosso artigo, vamos tomar como exemplo o Centro Educacional Espaço Integrado do Rio de janeiro. Essa instituição tinha uma pergunta: como tornar os alunos mais participativos no processo de aprendizado?


Após longos debates e outras perguntas, os professores conseguiram identificar uma questão chave para resolver o problema: o tempo de duração das aulas. Para eles, as aulas de 50 minutos eram muito curtas para que pudessem criar um processo de aprendizado mais participativo.



Apresentando o problema para a direção, os professores conseguiram estender a carga horária das aulas de 50 minutos para 75 minutos. Com isso, houve um rompimento do padrão até então estabelecido.


Como resultado, os professores puderam trabalhar, dentro das aulas, atividades mais inovadoras, como apresentação de vídeos, trabalho em grupo e também atividades externas, o que aumentou a participação dos alunos no processo de aprendizado.


De acordo com a diretora do colégio “Os professores gostam muito de trabalhar com esse tempo estendido. Eles podem planejar atividades de maior qualidade e de interação com os alunos, que se tornam mais atuantes no processo de aprendizagem.”


As inovações do colégio não pararam por aí. Outras perguntas foram apresentadas: por que as aulas após os intervalos são menos proveitosas? Por que os alunos precisam voltar para a classe após os intervalos? Buscando alternativas e respostas, o resultado foi implementar um tempo de relaxamento antes do início das aulas que antecedem os intervalos. E, para surtir um efeito realmente positivo, a escola capacita seus professores com cursos de Yoga e terapia corporal.


Ponderando os riscos da inovação

Como notamos, inovar não é algo simples. É muito mais do que trazer novas tecnologias para a escola. É, realmente, estabelecer uma verdadeira cultura inovadora dentro da instituição.


E, quando falamos em inovação, estamos falando em algo até então pouco praticado. Ou seja: inovar é descobrir um novo mundo, é sair da zona de conforto, apagar das lousas o “sempre foi assim” e criar soluções baseadas em perguntas instigantes.


Entretanto, toda inovação é acompanhada de riscos. Um processo inovador, uma dinâmica inovadora, a aplicação de uma tecnologia inovadora podem não surtir os resultados esperados. Poderá ocorrer perda de tempo e de recursos, se as soluções não forem implementadas de maneira cautelosa.


Assim, o investimento na solução deve ser proporcional à capacidade de resolver problemas e ao tamanho do impacto que será causado na escola. Normalmente, essas métricas são difíceis (muitas vezes, até, impossíveis) de serem mensuradas no projeto, no papel. Às vezes precisa “pagar para ver”, colocar em prática para conseguir alguma medição. O importante é dar um passo por vez e saber que existe uma linha tênue entre uma solução aparentemente inovadora e uma solução desastrosa...


Assim, toda solução inovadora precisa ter uma versão beta (uma versão de testes) antes da versão definitiva. E toda versão definitiva precisa ser estruturada para que possibilite atualizações constantes. Porém, vale ressaltar, todo esse esforço vale a beleza do trajeto e a alegria da chegada aos melhores resultados!


Usar as novas tecnologias a favor do ensino

Como já falamos no começo deste artigo, os smartphones revolucionaram os hábitos das pessoas. E, na educação, isso não poderia ser diferente.


As escolas deverão, assim, entender que não adianta lutar contra a tecnologia, mas usá-la a favor do ensino. Dessa maneira, o smartphone, ao invés de se tornar um vilão, pode ser um verdadeiro aliado no ensino.



Como estamos falando em uma cultura de inovação no ambiente escolar, precisamos entender que a investigação faz parte dessa cultura. Logo, usar a tecnologia para estimular a pesquisa é uma excelente ferramenta para despertar a criatividade e a habilidade de questionamento do aluno.


E sua escola é inovadora?